Eram apenas três elementos no palco: microfone, violão e algumas velas que decoravam o palco naquele que seria um show do mais inusitados e surpreendentes que já assisti. Damien Rice esgotou o show que fez em São Paulo na última sexta-feira e transbordou emoções diversas. Houveram risos, lágrimas, surpresas, interatividade, participações e acima de tudo, honestidade. Nunca em um show que parecia ser comum, elevou-se ao patamar de como prender a platéia e tornarndo memorável usando apenas aqueles três elementos já mencionados. Primeiro, Damien tem um senso de humor peculiar - o cara é divertido, figuraça. Contou histórias por trás de suas lindas canções, contou como veio parar no Brasil por acaso, mencionou a tórrida chuva que caiu sob Sampa naquela noite e tantos outros simples causos, que esse irlandês meio feio e magricela, fazia ganhar proporções gigantescas no quesito interesse máximo. A platéia era composta de fãs nervosos, porém educados e fiéis. O atraso de 40 minutos era fichinha, afinal a chuva só sabe trazer mais caos no trânsito nervoso da selva paulistana. E o show de um pouco mais de 2 horas apresentou inúmeros momentos inesquecíveis. Além do humor, o cara cantou Kylie Minogue e fez um dancinha cômica... tentou falar em português - aliás, como falou Sr. Rice; cantou no escuro total (no palco e na platéia); ameaçou sambar; desplugou o mic e o violão e fez tipo uma serenata diante de uma platéia ávida e silenciosa; cantou bossa nova em um português arranhado com a participação de Max de Castro afinal "não tenho tempo assim para aprender a tocar esses acordes confusos"; chamou a platéia para cantar com ele em cima do palco (um batalhão) e com eles ensaiou um coral que estremeceu o Citibank Hall; foi aplaudido de pé umas 3 vezes; passou o som sem se importar com a gente; ria das próprias besteiras que falava; saiu do palco para conversar não sei com quem lá na "coxia"; fez teatrinho interativo na última música e bebeu duas garrafas de vinho com um rapaz e uma garota da platéia; respondia à todo comentário que lhe era feito como na réplica, tirando uma onda "I love you too" ou quando um rapaz perguntou se poderia fumar o cigarro que Damien estava na mão (levando um categórico não) e cantou, cantou, cantou com uma força, sentimento e afinação plenas e exatas. Mr. Rice provou que para ser grande não é necessário parafernálias ou uma puta banda. Ele usou nada além da criatividade, espontaniedade, coração e claro, boa música. Um show que fica na memória. Um show incrível do começo ao fim. Para o resto do coração. Me sinto um felizardo de ter presenciado tudo isso. Muito. NOTA 10.
Foi foda, foda, foda mesmo! Cheguei em casa e fui ouvir os CDs, relembrando as canções tocadas e também aquelas que ficaram faltando, como em todo show. Embora eu esperasse um grande show, eu não esperava aquilo que aconteceu. Não imaginava aquele senso de humor todo. Quem achou que ia ser uma apresentação deprê, ganhou um stand-up comedy de brinde. Ah, e nice to meet you! Bjo
8 COMENTA!:
Nossa, foi fantástico mesmo!
Só de lembrar sinto vontade chorar. Depois passa lá no meu blog. Também postei sobre o show.
Forte Abraço!
Foi foda, foda, foda mesmo! Cheguei em casa e fui ouvir os CDs, relembrando as canções tocadas e também aquelas que ficaram faltando, como em todo show. Embora eu esperasse um grande show, eu não esperava aquilo que aconteceu. Não imaginava aquele senso de humor todo. Quem achou que ia ser uma apresentação deprê, ganhou um stand-up comedy de brinde. Ah, e nice to meet you!
Bjo
ele é maravilhoso!
entendo bem o que sentiu
abração moço
hehehe
parece ter sido lindo
damien é demais...
um dos melhores cds que adquiri de longeeee
Como diziam os idiotas dos Engenheiros do Hawaii, "estamos longe demais das capitais".
Quero sumir daqui.
Enfil
Aiai
Invejinha!
O show do Rio foi cancelado...
Deve ter sido fodástico mesmo!
e eu perdi....
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