
Hoje me vejo tão rabugento. Como um rebelde sem causa. Não sei explicar o motivo para tanta irritação, feito uma TPM masculina que não existe e nem me cabe. E você nada fez de errado. Logo, não te culpo de nada disso. Ando meio inferno astral fora do meu tempo de viver dentro desse inferno de João Bidu e afins. Ando meio descabelado, sem tempo, sem dinheiro, mas nada me falta: pente, relógio e conforto. E principalmente não me falta você, que ainda aceita minhas desculpas de chato, chato, chato, chato. Mas não posso negar um fato: amo você. Ainda. E muito. E sem prazo para expirar. Claro que depois de um tempo, há uma leve transformação e a gente começa a querer outras coisas, almejando uma certa normalidade imposta e perdendo um pouco demais a paciência. E eu quero essa normalidade com você. E paciência. E mais amor. Vai entender. Vai me explicar. Às vezes, sou meio tradicional. E busco isso ao seu lado, de roupas brancas e convidados bêbados de espumantes. E mais futuro. Por excelência.
A nossa casa é linda, grande e cheia de pêlos brancos dos famintos felinos. Mas quem liga? Nela tem o porta-retrato para 2 e a nossa cara e o nosso impresso. Tá gravado do nosso jeito. Com o nosso cheiro e sem medidas de suor. Vejo o jantar da celebração de anéis e a paisagem já nos convida no blim blom do sino. Acho que virei meio Thaís. Vai entender, vai me explicar. E aquele quadro coletivo está começando a me irritar. Como sou irratidinho não?
Essas palavras soltas são apenas para deixar registrado, talvez o inexplicável, já que estou rodeado de coisas boas. E lindas. E novas. E de você, me cercando as coxas e me mordendo a nuca. Eu te peço pra ficar. E não para explicar porque te chamo de meu. Amor.
Tac


















































