
Humpday (O Dia da Transa) tem uma premissa maluca que desencadeia camadas e mais camadas do relacionamento humano perante sentimentos, preconceito e sexo. Dois amigos de faculdade se reencontram após um longo período sem se verem, um tomou rumo de lobo solitário, andarilho em busca de aventuras no mundo; o outro já tem emprego estável, esposa, casa e todo um projeto de vida na cartilha dos comerciais de margarina. E a ideia dos dois é participar de um festival amador pornô, onde em nome da arte, filmariam uma cena de sexo entre eles. Heterossexuais. E disso, não há dúvida.
Partindo daí, o filme, que qualquer psicologo amaria assistir, mostra as reações deles diante dessa ideia, onde de maneira inteligente e real, os dialogos transitam entre vida, projeto, arte, ser humano e suas co-ligações. A cena onde isso é discutido com sua esposa, é de uma sinceridade violenta. E tudo isso, de maneira séria, mesmo partindo de uma comédia, que poderia ser um dos filmes mais imbecis do mundo. Toda situação é tratada com muito respeito e lógica; fazendo rir e pensar. Nas confissões de dois caras que poderiam ser seus primos ou seus vizinhos.
De orçamento baixo e feito na base do "do it yourself", Humpday é a pedida ideal para assistir e discutir numa mesa de bar, enchendo o rabo de cerveja.
NOTA 9

É só enfiar no seu assim pá?
4 COMENTA!:
nossa! interessante!
Parece ser ótimo! Adoro essas comédias delicadas que nos fazem pensar.
Valeu pela dica.
Verdade, você me lembrou de que este filme existe e que eu ia baixá-lo. Merci!
preciso ver logo!
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