A única forma de criar vertigens



___

Já tentei ver aviões
Já sonhei colorido
Misturei as várias portas,
um só destino e uma única entrada
Onde eu saio?
Não sei
Já tentei descobrir

Já tentei escrever em hebraico
Já toquei no chão
Quase me matei sem lados,
uma só vida, apenas um número musical
Quanto eu duro?
Não sei
E acho que não quero saber

Já falei já lacrimei já esqueci já lembrei
nem nasci
já morri já fui embora já voltei
nem teci

À qualquer hora - lembro.

Já tentei visitar corpos terceiros
Já tentei salvar tudo que eu tenho
E encantei o meu quarto de plástico
Uma única cor, um só sentido
anil carvão rosa coração!
Marisa's Vinil

Já arrisquei ser cantor
Já até tentei pintar a minha dor
Quanto amor eu sinto?
Quanto amor eu tenho?
Quanto amor insisto?
Quanto amor esqueço?

Já vi essa vida de tantas formas
(para ser feliz, apenas)
Já vivi essa vida de tantas maneiras
(para estar aqui, apenas)
E sorrindo
Sendo você!
Por uma única forma de viver
Por uma tentativa quase infantil de voar

Para apenas durar
O sorriso que curar




_ANDRÉ MANS
_Escrevi tipo algum dia em dois mil e quatro


3 COMENTA!:

Bruna disse...

Noffaaa....gostei
achei q ia ser bem pior!!
=]
ps: o andré tbm achou...

Serginho Tavares disse...

lindo como tudo que escreves
adoro estas fotos
e adorei a foto nova dos seus perfis
(tenho que mudar as minhas...)

FOXX disse...

poema lindo
as fotos tb são...

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