E o The Voice acabou...


A aposta da NBC para concorrer com o American Idol saiu consagrando mais ainda as carreiras de seus talentosos e bem-sucedidos mentores, Christina Aguilera, Cee-lo Green, Adam Levine e Blake Shelton e a segunda temporada já está encaminhada. A ideia de descobrir novos talentos baseado apenas na voz, com as cadeiras dos jurados virados de costas, é simplesmente genial e reacende a criatividade nesse segmento de reality show. E é uma coisa é certa: The Voice vai direto ao ponto, suas eliminações são retas, as escolhas das músicas são mais contemporâneas que a caretice que a maioria desses shows abraça e os talentos escolhidos realmente possuem um lado único pouco explorado em outros programas de TV, entre eles várias figuras gays e naturalmente orgulhosos disso, sem levantar bandeira e fazer discurso sentimentalóide.

Uma das coisas mais legais no programa, é seu método de votação, lá conta downloads, telefonemas, SMS e Internet, onde todo mundo pode votar, até quem mora fora dos Estados Unidos. E há um limite de votos por veículo: 10. O que ganha credibilidade e democracia. Dado Dolabella odiaria tal sistema.

Xtina mostrou ou encenou um lado fofo, já que carisma nunca foi seu forte. Xenia, a candidata encolhida dentro de seu mundinho, mostrou uma voz única e especial como há anos ninguém ouvia. Dia Frampton, segundo lugar da competição, foi duas vezes número 1 no Itunes com sua rendição para Heartless e seu single original, que aliás é fantástico. Ainda mais sobre Xtina, The Voice salvou e focou sua carreira, gravou participação com Maroon 5 na deliciosa Move like Jagger e agora vai trabalhar com seu colega de programa, Cee-lo Green no novo disco, trazendo de volta o soul para sua discografia.

Bom, o cara que venceu, o tal do Javier do Team Adam, possue voz e alcance incríveis, mas nada nele transpira estrelismo ou coisa nova. Deve ser esquecido assim que a segunda temporada estreiar. A roqueira Beverly deve se tornar grande, tanto quanto Dia. Vicci Martinez, deve morrer nas boas intenções do mercado. Os demais, apenas espero algo bom de Xenia. O resto, ok, foi bom enquanto durou.

The Voice foi curto, divertido e vai deixar saudades. Quem sabe agora a Globo fecha e faz do Brasil, um país capaz de formar novos talentos na música. Algo que o Ídolos, infelizmente, até agora não se mostrou capaz.

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