Pastiche Potiche
Comédia e veículo para a ainda belíssima estrela Catherine Deneuve. Em uma província francesa, uma fábrica de guarda-chuvas entra em crise por causa das condições de seus operários, que aderem a grave, fazendo com que o presidente seja sequestrado e por fim, sofra um infarto. Esse senhor, marido da personagem de Catherine (eu nunca lembro nome de personagem), é substituído por ela, que leva uma vida de esposa rica e entediada com sua vida simples de caminhadas e poemas idiotas. Nisso, assistimos a ascenção de uma nova mulher em pleno fim dos anos 70, de "esposa troféu" à mulher dos negócios. E claro seu filhinho gay enrustido e mais feminino que Maria Antonieta on drugs. Apenas isso. Sem levantar a importância disso na época que o filme é narrado.
O que poderia resultar em um grande filme de interpretações e personagens, acaba com cara de teatro chato filmado - sendo o próprio baseado em uma peça. Falta um roteiro com diálogos menos preguiçosos e reviravoltas mais elaboradas. E um outro tom de comédia, passamos o filme sem rir e sentimos que sim, poderíamos gargalhar. Vemos o filme passar, com as coisas acontecendo, sem surpresas ou torcidas. No fim, ouvimos Catherine cantar e perguntamos: por quê?
NOTA 4,5
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