Ventilador para um palhaço

O gato bebe leite, o rato come queijo e eu sou palhaço

O Palhaço é um filme que possui sensibilidade e gestos que enchem os olhos e o peito de orgulho. Uma história humana sobre um pequeno circo chamado Esperança e sua trupe/família que roda pequenas cidades nesse Brasil esquecido. Dirigido por Senton Mello, que tinha pensado em Wagner Moura e Rodrigo Santoro para estrelar seu segundo longa como diretor, teve que ele mesmo partir para a ação, já que os dois outros estavam ocupados com outros projetos. Fugindo do esquema "todo palhaço é triste", esse road movie é um mergulho incrível em redescoberta, humanidade e amor que mantém pessoas unidas, por pior que aquilo tudo possa parecer. Paulo José merece um Oscar, demonstrando ser um dos maiores atores em atividade no Brasil e com pouco reconhecimento. Mesmo sofrendo de Mal de Parkinson, ele brilha em cada nuance, entregando no olhar o que melhor pode se esperar de uma interpretação. Aliás não há ator ruim em cena e todos ganham merecido destaque, até em pequenas participações, que tornam-se inesquecíveis. Com história aparentemente simples e de poucas falas, O Palhaço se produzido em outras pampas, seria forte concorrente (e merecedor) em várias categorias da Academia; ator, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, trilha sonora, edição, fotografia, roteiro e direção de arte, que é de cair o queixo. Impressionante, elegante e sublime. E do Brasil. 

NOTA 9

3 COMENTA!:

alan raspante disse...

Não sei porque eu ainda não vi. Não sei mesmo.

Serginho Tavares disse...

espero que o selton deixe de ser ator e fique apenas como diretor

e tem presentinho pra você em meu blog
mwah!

David disse...

Tsmbém achei mágico. Filme pra se digerir! Vai lá no banheiro, finalmente tem coisa nova.

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