Especial Londres: Show do CSS sem Adriano

Próximo das 7pm, horário de abertura da casa, uma fila de 50 metros de gente metida a alternativa e hype já estava formada. Era possível ouvir alguns brasileiros conversando no meio da maioria inglesa, mas tenho certeza de que muitos que falavam em inglês eram brasileiros também. A casa, por sinal, era a famosa Heaven, um espaço simples para shows mas que capta muito bem o espírito da Londres roqueira e descompromissada. Equivalentes brasileiros da casa poderiam ser o CB Bar ou a Funhouse.

O show de abertura começou com uma cantora desconhecida. A cantora até que tentou empolgar o publico com sua voz afinada e sua roupa de dominatrix, mas ninguém parecia se importar muito. Todos queriam mesmo era o Cansei de Ser Sexy. Já havia um tempo que a banda não se apresentava em Londres e pelo jeito os fãs já estavam com saudades, uma vez que o local lotou de uma hora para a outra. A expectativa era grande: Adriano Cintra, um dos membros fundadores havia recentemente deixado a banda em condições nada amistosas. Será que a banda conseguiria apresentar um show bom sem um membro tão crucial?

Logo a louca da Lovefoxxx entrou no palco pra responder a essa pergunta. Usando uma peruca black power vagabunda na primeira música, já cativava os londrinos com seus trejeitos esquisitos e sua voz imprecisa na música desconhecida Rythm to the Rebels. Mas o show começou mesmo na segunda música, tirada do primeiro álbum, quando a vocalista arrancou a peruca e mostrou seu cabelo pintado de rosa. As sapatões nos instrumentos estavam empolgadíssimas e a platéia delirava.O show continou animado, sempre ganhando mais força nas músicas antigas, que justamente possuem uma atmosfera mais largada, descompromissada e brincalhona, como o público da casa. Alala, a mais famosa, entretanto, não empolgou com arranjos novos. Lovefoxx gritou, fez dancinhas toscas, contou piadas e mergulhou no público três vezes. No final, ninguém mais lembrava que homem algum dia já tinha feito parte daquela banda. Fui embora do show satisfeito, levando de souvenir uma camiseta vagabunda escrito “Ay que horror”, parte da música Lá Liberación que era vendida por absurdas 15 libras. O valor, entretanto, foi muito mais sentimental.

AFM
Colaborador do Blogy* que está na Terra da Rainha de olho em coisas bacanas pra dividir com a gente.




5 COMENTA!:

Daniel disse...

Eu sempre ouvi dizer que a banda era O Adriano com a Lovefoxx nos vocais. Sem ele, a banda deve meio que perder (mais ainda) o sentido.
O 2o álbum eu já achei fraquíssimo.

Aliás, eles eram 6 no 1o álbum e depois uma sapa pulou fora e ninguém deu a menor falta, né? Quero ver se vão conseguir se virar sem ele. Acho difícil.

Anônimo disse...

Ai Mans.
Posta fotos desse colaborador!
Ouvi dizer que só gente phyna colabora no Blogy...
=]

Marília disse...

No fim das contas, tiveram que mudar os arranjos que já estamos tão acostumados a ouvir e gostar, pelo que disse.

Olha, não tenho muitas esperanças pra CSS, não.

Não sei ainda de que lado estou. As duas partes precisam expor o motivo da separação. Mas meu sentimento meio que está ao lado do homem lá.

Just Thales disse...

Olá! Aceita parceria com o meu Blog? http://JustThalesNow.wordpress.com/ Já coloquei o seu Link no meu...

DMalk disse...

Q odio, Morrendo de inveja aki U,u ...

É complicado entender como vai ser sem Adriano, adoro Patins quero ver o que eles vão fazer sem ele...

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