Ontem rolou o show extra de São Paulo, dentro da turnê brasileira da dupla sueca Roxette, que passou também por Porto Alegr, Belo Horizonte e e Rio de Janeiro. Não à toa dizem ter sido o show mais animado de todos - afinal o público ali era o que não teria conseguido comprar os ingressos na primeira apresentação que aconteceu dia 14 ou não? Whatever. Com ingressos esgotados e lotação máxima no péssimo Credicard Hall, Blogy* confirou o show e lista o melhor e o pior da noite.
O MELHOR
- Asssitir de perto um ícone de hits radiofônicos que marcaram momentos diferentes de pessoas distintas.
- A backing vocal, que é a cara da Rita Ribeiro, arrasando e ajudando a hoje fragilizada Marie Fredriksson, que superou um tumor no cérebro, onde os médicos afirmaram que sua chance de sobrevivência era de apenas 20%.
- A diversidade do público: emos, tiozinhos, patricinhas, nerds, geeks, bichas, sapatões, Marcelos Dourados, todos de paz vivenciando aquele momento.
-
Spending my time e
It must have been love ainda são insuperáveis! Melhores momentos EVER.
- A disposição de Per Gessle, tiozão pra lá de animado e líder da banda.
- Set list que respeitou os hits obrigatórios e apresentou um punhado de músicas novas, mas sem cansar, trazendo equílibrio perfeito.
- Primeiro bis perfeito.
O PIOR
- Credicard Hall possui uma parafernália de som, que mais parece aquele Chevette velho tocando forró no Centro de Piraporinha da Terra do Norte Esquecida. Volume baixo, desregulado, acústica de concha... a lista aqui seria eterna. Pelo preço dos ingressos é inadmissível um sistema de som tão precário como tal.
- A vocalista não alcança mais várias notas e também desafina em vários momentos (
Wish I could fly foi a mesma tortura que ouvir Madonna assassinando
Borderline), teria sido sensato mudarem os tons das músicas para que Marie pudesse brilhar mais. Marie está completamente apagada no palco.
- Momentos intimistas onde a dupla tocava apenas voz e violão simplesmente não funcionaram, seja pelo péssimo som ou a potência de voz que Marie não possui mesmo, possivelmente por causa das sequelas do câncer e de uma faringite que teve dias atrás.
- Vestir camisa de futebol brasileira já deu né, Marie?
- Último bis com música inédita e fechando com
Listen to your heart, a gente ama essa mas teria sido épico fechar com a música tema da ganhadora desse BBB, Maria.
RESUMO
Valeu a pena? Oh! Listar o melhor e o pior é pura bobagem analítica afinal ouvir canções, que de fato são maiores que o próprio show e até a própria dupla, faz valer cada centavinho do caríssimo ingresso. Que voltem mas em outro lugar, pois Credicard Hall é a piada das casas de show.