Born to die - data de lançamento oficial: dia 31 de janeiro; data que "vazou" o cd: dia 24. E algo aparenta - oi? - claramente nas entrelinhas do marketing, que isso foi proposital. Mostrar trabalho, um ótimo trabalho, para driblar um pouco, aparar o negativismo e tentar limpar a péssima repercussão quando Lana Del Rey, a grande aposta de produto para 2012, se apresentou fria, perdida e sonsa nos palcos do ardiloso Saturday Night Live. Lana declarou logo após: não curto cantar ao vivo em programas de TV, sou melhor cantora de estúdio e só vou fazer shows em lugares pequenos. Então tá. Seja como for, ela canta ao vivo e o que lhe falta de carisma, sobra magnetismo. Que figura interessante, misteriosa. Sim, os executivos criaram a cantora de nosso tempo.
O álbum, born to be hype, engana com uma atmosfera de música gostosinha, para sábados cinzas, de corpo jogado, estirado na cama quente. Suas letras, no entanto dizem mais e ardem, garantindo que não existe calmaria nas palavras que saem dessa falsa boca de Lana, que nem Lana mesmo é. Nervosa, sofisticada, misteriosa, linguaruda.
O disco fala por si, sem vergonha na cara, verdade ou mentira, we don't care! São corações de cocaína, sentimentos nascidos mortos, verões insanos, remédios ineficazes para memórias perdidas, submissão e celebração da salvação, afinal quem toca na rádio, salvo será. Assim é Born to die: dilacerador. Ninguém sai ileso entre batidas sombrias, pop sofisticadíssimo, melodias engenhosas entre o radiofônico e o esquisito, além do desprezo doce. Que engenhoca! So, emmbrace the darkness, é só poesia de mercado. E das melhores.
Ouça sem parar: Born to die, Radio, Summertime sadness, Videogames.
NOTA 10
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| This is what makes us girls |


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Acho que não sou cult. Não suporto essa menina e pela 1ª vez vejo você dar um 10 para um álbum [rs]
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